Introdução

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Este I-kit foi desenvolvido com o objectivo de ajudar os gestores de programas e partes interessadas na comunicação para mudanças sociais e comportamentais (SBCC) na área de HIV/SIDA, na sua abordagem para preencher as lacunas identificadas e melhorar estratégias e intervenções de SBCC nesta área.

 

Análise situacional

 

Moçambique é um dos países com altos índices de prevalência da infecção por HIV. Segundo o Inquérito Nacional de 2009 (INSIDA), a taxa de prevalência na população de 15-49 anos é de 11.5%. A prevalência de HIV é mais elevada nas áreas urbanas (15.9%) do que nas rurais (9.2%). Ao mesmo tempo, a região Sul é mais afectada (17.8%) que as regiões Centro (12.5%) e Norte (5.6%) do país. As mulheres são afectadas de forma mais marcante do que os homens, as raparigas são infectadas mais cedo que os rapazes. A prevenção da transmissão do HIV da mãe para o bebé (PTV) continua sendo um desafio (CNCS, 2013, PEN, 2015).

As estimativas mais recentes no país, mostram que, actualmente, 1.6 milhões de pessoas vivem com HIV e cerca de 320 pessoas se infectam e outras 225 morrem por SIDA diariamente.

Estas estimativas mostram, igualmente, a existência de um mosaico formado por diferentes estágios da epidemia no País. Assim, a Zona Sul parece ter atingido o seu pico em 2013, com 18.2% de adultos vivendo com HIV. No Centro, a epidemia atingiu o seu pico em 2005 (13.6%) e, a partir de então, iniciou um declínio, alcançando 9.7% dos adultos em 2013. A Zona Norte apresenta uma epidemia em franca expansão, sendo que, em 2013 estimou-se que 6.4% da população adulta vivia com o HIV.

Entretanto, embora não se saiba ainda exactamente porquê, percebe-se que a Zona Norte, ao contrário das outras regiões do Pais, apresenta tendência crescente de incidência e de taxa de prevalência de HIV, principalmente nas províncias de Nampula e Cabo Delgado. Em 2020, se não houver modificações nas actividades de prevenção, a Zona Norte passará a ser a Zona que mais contribui com número de novos casos no País. Mais pesquisas são necessárias para o melhor entendimento dos factores responsáveis pela variação da magnitude da infecção pelo HIV entre províncias, especialmente no que respeita a factores culturais e sociais.

Em 2013, foi estimado que 11,9% de crianças nascidas por mães seroositivas estariam infectadas pelo HIV. A manutenção da alta taxa de transmissão vertical pode ser, em parte, explicada pela baixa taxa de partos institucionalizados (54%) que apresenta um impacto directo no acesso ao pacote completo de prevenção da transmissão vertical (PTV) e na cascata de cuidados de saúde reprodutivos, maternos e infantis. Estimativas epidemiológicas mostram que 12000 crianças se infectam anualmente e um total de 190.000 crianças no país vive presentemente com o HIV.

 

O IMASIDA 2016 constata que diferenças baseadas no género, nível de escolaridade, local de residência (urbano/rural, ou mesmo província) e o quintil de riqueza, sobre o conhecimento dos métodos de prevenção do HIV/SIDA. Por exemplo, a proporção de homens e mulheres que sabem que usando preservativo e fidelidade pode contribuir para a prevenção do HIV é de 47 e 56 porcento, respectivamente. Apenas 28 porcento das mulheres residentes em Nampula contra 75 porcento em Inhambane conhecem os dois métodos de prevenção. Entre os homens, o nível de conhecimento varia de um mínimo de 34 porcento na província de Nampula para um máximo de 84 porcento em Gaza (IMASIDA, 2016).

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